Ansiedade em Provas







Meu Deus, preciso me forçar a escrever. Se eu cair na falácia de escrever somente quando eu tiver vontade, acho que acabarei não escrevendo muito. Vontade e empolgação é útil, fazemos coisas incríveis com elas. Mas não é sempre que as temos. Na falta destas, apostamos tudo na disciplina. Tenho escrito algumas redações dissertativas ultimamente. Acho essa modalidade um tanto quanto chata. Academiscismos em excesso, acabam por minar a criatividade às vezes. Ou melhor, muitas vezes. Infelizmente é a norma, não posso mudar as regras. Defender o seu ponto de vista com uma proposta de intervenção. Que formato mais chato! É possível criar excelentes textos dentro do formato, como eu mesmo pude testemunhar pesquisando pela web. Fico embasbacado com a criatividade de algumas pessoas. No ENEM, temos tempo limitado de 4 horas e 30 mitutos, para fazer uma prova de 90 questões mais a redação. Nesse tempo é preciso criar uma redação minimamente boa com um tema aleatório, mas que dialoga com a sociedade em que o estudante vive. Nesse ambiente de pressão, com tempo limitado para se fazer a tarefa em formato de dissertação, é preciso ser inventivo, criativo, tranquilo. Difícil, pra dizer o mínimo.





Dou muito valor à redação. Ela sempre acaba me tomando um bom tempo. No fim, preciso me apressar para finalizar as outras questões. Estas acabam tendo um tempo inferior do que seria o ideal para a sua realização. Além do estudo necessário para a realização desse tipo de prova, é preciso preparar-se mentalmente também. Tão importante quanto o estudo em si. Organizar a mente de modo que se fique tranquilo durante a prova. Saber produzir esboços textuais sem travas mentais, de forma fluida. Com o excesso de informação que temos hoje em dia: TV, redes sociais, jornais, youtube, todos à nossa inteira disposição, fazemos escolhas que são prazerosas. Gastamos pouco tempo em uma única tarefa. Fica-se trocando de atividades incesantemente. Não conseguimos nos concentrar em uma única atividade até terminá-la. Ficar preso numa sala por 5 horas até terminar uma única tarefa nos põe à prova, ficamos incomodados, ansiosos, quando deveria ser algo natural e sem pressão.



Talvez uma boa solução para isso seja dar um jeito de diminuir essa ansiedade durante provas. Lembro do anime Dragon Ball Z, na saga Cell. Como a transformação em Super Saiyajin, uma técnica necessária para derrotar o vilão da saga, gastava muita energia, gerava ansiedade e causava extrema fadiga nos guerreiros, seu uso em batalha acabava sendo pouco eficiente. Os guerreiros então só a utilizavam em pontos estratégicos da batalha, como um às na manga. O personagem Goku, percebe que vai precisar usar essa técnica com mais frequência agora que surgiu um inimigo muito poderoso, então põe-se a pensar num jeito de tornar a transformação mais eficiente. Ele chega a conclusão que a melhor forma de otimizar a técnica e diminuir seus efeitos negativos, é utilizando ela constantemente. Ilógico, mas surpreendentemente genial! Então Goku e o personagem Gohan, passam a ficar o tempo todo transformados em Super Saiyajin, desativando a técnica somente para dormir. Eles ficam vários dias nesse estado, até que seus corpos se acostumam e conseguem ficar naturais até a hora de utilizar a técnica em batalha.



Tal comparação com um desenho animado foi um paralelo bobo, mas extremamente válido. Fazemos provas em momentos estratégicos de nossa vida, quando queremos transformar a realidade em nossa volta. Seja passar de ano, entrar numa universidade, obter um bom emprego. Por ser algo que não fazemos o tempo todo, temos ansiedade no momento que prestamos tais exames. A ansiedade que sentimos é parecida com a que Goku sentia quando precisava virar Super Saiyajin. Provas gastam nossas energias, geram ansiedade e nos causam fadiga, e até raiva. Podemos aplicar o método que o personagem aplicou, podemos nos acostumar com o processo de fazer uma prova. Podemos aplicar isso tentando nos manter tranquilos em momentos de ansiedade. Podemos nos habituar a fazer uma só tarefa até terminá-la. Podemos nos habituar com a linguagem do exame que iremos prestar. Precisamos criar uma maneira de integrar de forma constante a prova em nosso cotidiano. Basta refletir, como o personagem fez. Com uma boa dose de imaginação se consegue!

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