Progressão Escrita
Fico menos inspirado pra escrever quando eu tô de boa. Quando deveria ser o contrário. Vamo ver o que sai. Não me acho muito profundo. Tenho a profundidade de um copo, mas tendo em vista que a maioria do meu círculo socioeconômico tem a profundidade de uma tampinha de refrigerante, suponho ter certa vantagem. Sei de escritores que são oceano, se eu conseguir chegar perto da genialidade deles, fico muito feliz.
Certos tipos de arte deveriam ser incentivados em todas as pessoas. Desenho, música e principalmente a escrita. Todos tem algo a dizer. Escrever é organizar os pensamentos, eliminar o desnecessário. Mas poucos se propõem a escrever, para compartilhar com o mundo. Aprendemos a escrever para produzir meras cópias de textos e passar recados rápidos nos diversos meios sociais. Se tivéssemos mais escritores, quantas pessoas acabariam se descobrindo, não? Adoraria ler alguns escritos de certas pessoas, pra saber minimamente o que se passa na cabeça delas.
Espero evoluir minha escrita. Nesses textos experimentais tenho focado muito na minha vida pessoal. Não posso esperar crescer em profundidade relatando só o que acontece comigo. Isso é tão trivial e até egoísta. Não que seja errado, não me entendas mal, todo relato serve a um propósito, conheça a ti mesmo. Dizem que todo primeiro romance de um escritor é uma história sobre ele mesmo, no meu caso textos. Mas espero variar os temas para tocar melhor os leitores ou a mim mesmo. Sempre que releio os textos, tenho a impressão de que sou um adolescente de classe média alta que tem tudo mas acredita que a sua vida é injusta e cheia de sofrimento. O oposto de mim. Tenho verba zero e pobreza cem. Mas reconheço que poderia ser pior, pelo menos tenho um teto sobre a cabeça, por isso sou extremamente grato. Posso falar de mim, mas também abordar muitos assuntos, em diversos temas. Isso me daria um crescimento cultural, penso. Mas a progressão será devagar. Por enquanto acho bom relatar as eventualidades do meu mundo.Tive uma ideia! vou relatar pequenas lembranças de minha vida na forma de pequenos contos. Na minha cabeça imagino cenas bem montadas, com trilha sonora e tudo. Quero ver se consigo transpassar isso de forma breve, poética e com sentido.
Assalto
2011, estudava a noite. Primeira vez estudando nesse turno. Fazia umas duas semanas que as aulas haviam começado. Minha casa ficava a 20 minutos de caminhada da escola. Enquanto percorria o caminho habitual, um jovem de bicicleta passou a me fitar intensamente num determinado ponto do percurso. Sou meio bobo, deveria ter desconfiado, como se eu pudesse fazer alguma coisa pra evitar. Quando estava próximo ao meu destino numa parte mais escura e deserta do trajeto, faltando talvez uns 5 minutos pra chegar a escola, o mesmo jovem emparelha sua bicicleta ao meu lado e segue meus passos. Anuncia o assalto, leva o meu primeiro celular.
Vou pra aula normalmente. Nervoso, tremendo, não consigo prestar atenção direito. Ao chegar em casa, relatei a família o ocorrido. Poucos dias depois, a vó achou melhor contratar um motoboy pra me levar a escola todo dia. E foi assim até o fim do ano. Eu não gostava, claro. Me sentia um pouco humilhado. Mas isso me permitiu estudar com mais calma, sem o medo de ser assaltado de novo. Coisa comum pra quem estuda no noturno.
Certos tipos de arte deveriam ser incentivados em todas as pessoas. Desenho, música e principalmente a escrita. Todos tem algo a dizer. Escrever é organizar os pensamentos, eliminar o desnecessário. Mas poucos se propõem a escrever, para compartilhar com o mundo. Aprendemos a escrever para produzir meras cópias de textos e passar recados rápidos nos diversos meios sociais. Se tivéssemos mais escritores, quantas pessoas acabariam se descobrindo, não? Adoraria ler alguns escritos de certas pessoas, pra saber minimamente o que se passa na cabeça delas.
Espero evoluir minha escrita. Nesses textos experimentais tenho focado muito na minha vida pessoal. Não posso esperar crescer em profundidade relatando só o que acontece comigo. Isso é tão trivial e até egoísta. Não que seja errado, não me entendas mal, todo relato serve a um propósito, conheça a ti mesmo. Dizem que todo primeiro romance de um escritor é uma história sobre ele mesmo, no meu caso textos. Mas espero variar os temas para tocar melhor os leitores ou a mim mesmo. Sempre que releio os textos, tenho a impressão de que sou um adolescente de classe média alta que tem tudo mas acredita que a sua vida é injusta e cheia de sofrimento. O oposto de mim. Tenho verba zero e pobreza cem. Mas reconheço que poderia ser pior, pelo menos tenho um teto sobre a cabeça, por isso sou extremamente grato. Posso falar de mim, mas também abordar muitos assuntos, em diversos temas. Isso me daria um crescimento cultural, penso. Mas a progressão será devagar. Por enquanto acho bom relatar as eventualidades do meu mundo.Tive uma ideia! vou relatar pequenas lembranças de minha vida na forma de pequenos contos. Na minha cabeça imagino cenas bem montadas, com trilha sonora e tudo. Quero ver se consigo transpassar isso de forma breve, poética e com sentido.
Assalto
2011, estudava a noite. Primeira vez estudando nesse turno. Fazia umas duas semanas que as aulas haviam começado. Minha casa ficava a 20 minutos de caminhada da escola. Enquanto percorria o caminho habitual, um jovem de bicicleta passou a me fitar intensamente num determinado ponto do percurso. Sou meio bobo, deveria ter desconfiado, como se eu pudesse fazer alguma coisa pra evitar. Quando estava próximo ao meu destino numa parte mais escura e deserta do trajeto, faltando talvez uns 5 minutos pra chegar a escola, o mesmo jovem emparelha sua bicicleta ao meu lado e segue meus passos. Anuncia o assalto, leva o meu primeiro celular.
Vou pra aula normalmente. Nervoso, tremendo, não consigo prestar atenção direito. Ao chegar em casa, relatei a família o ocorrido. Poucos dias depois, a vó achou melhor contratar um motoboy pra me levar a escola todo dia. E foi assim até o fim do ano. Eu não gostava, claro. Me sentia um pouco humilhado. Mas isso me permitiu estudar com mais calma, sem o medo de ser assaltado de novo. Coisa comum pra quem estuda no noturno.
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