Não ao Drop
Tenho praticado redação. Acho que o rigor das regras de dissertação estão minando minha criatividade. Comparo redações antigas minhas com as que faço agora, percebo uma certa piora. Estruturalmente as novas redações estão boas, mas as que eu fazia antes eram excelentes. De qualquer forma, talvez seja hora de repensar a estratégia e refletir o porquê dessa piora. Talvez diminuir a frequência das redações, que são diárias, seja uma boa ideia.
O problema é que não consigo terminar as redações de forma efetiva. É como se faltasse uma conclusão para o meu argumento. Estou mais preocupado em preencher as 30 linhas que eu me auto impus, do que desenvolver meu argumento. A depender do tema, consigo argumentar em 10 linhas. Mas preciso estender por mais 20. De certa forma isso me desgasta mentalmente. Perco muito tempo nessa função. Tempo que poderia ser aproveitado com melhores atividades.
Falando nisso, voltei a me interessar por Corto Maltese. Queria ter a obra completa para ler em mãos. A primeira vez que tive contato com a obra, foi com o desenho do Corto que passava na TV Brasil, lá pelos idos de 2013. Nessa época apaixonei-me bastante pelo personagem, sua calma, ponderação, filosofia... A obra não faz tanto sucesso no Brasil, mas pelo que pesquisei faz um sucesso absurdo na Europa, sua terra de origem, os portugueses adoram. Passei a assistir a alguns episódios com a dublagem pt-pt no youtube. Simplesmente fantástico, olha que eu tinha certo preconceito com a dublagem dos tugas, direção fenomenal. O interessante é que Hugo Pratt, autor da obra, viajou bastante pelo mundo, assim como seu personagem. Dizem até que Pratt se retratava em Corto de certa forma.
"Corto, que fais-tu dehors?"
"Je pense que je devrais me décider à partir. Venise me rend paresseux..."
Também penso que deveria partir. Brasília me deixa com preguiça. Aliás, minha vida me deixa com preguiça. Quão bom designer serei sem produzir nada?
Desculpe, deixá-lo sem post por tanto tempo, velho amigo. Policiar-me-ei quanto a essa questão.

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