Redação 3
Maneiras de Inclusão de Pessoas com Deficiência
Nas sociedades humanas, encontra-se um grande número de pessoas diferentes entre si. Essas pessoas têm estilos de vida diferentes, bem como necessidades diferentes. Para lidar com tamanha diversidade, as cidades, a indústria e as culturas deveriam assimilar e incluir o maior número de pessoas possível em seu meio. Um dos assuntos mais pontuais a serem explorados em pauta, seria a devida inclusão das pessoas deficientes. Essas pessoas precisam se adaptar a diferentes situações no cotidiano dos grandes centros. Sendo assim, nada mais justo que as cidades ofereçam estruturas adequadas para tal.
A ergonomia é um campo de estudos recente, tem como objetivo trabalhar a inclusão de toda a sociedade nos mais diversos meios, sejam eles a indústria, a mobilidade, a arquitetura, etc. A disciplina é amplamente difundida nos países europeus e na América do Norte. Nas grandes empresas desses países existe o cargo (e profissão) do Ergonomista, responsável por otimizar os meios de trabalho dos funcionários e pensar na inclusão dos produtos finais da empresa. O fato de tal cargo existir denota preocupação com a pauta da inclusão. Assim sendo, as pessoas com deficiências são amplamente consideradas na indústria. Infelizmente, não é de interesse mundial pensar ergonomicamente.
Na história da humanidade, é notória a falta de atenção aos deficientes. Tudo é produzido com base na homogeneidade da mesma, sem considerar as exceções à regra. Os meios urbanos refletem as necessidades da sociedade, grandes ruas para o tráfego de veículos, calçadas para transeuntes, mas não são amplamente adaptados para deficientes visuais e cadeirantes, pisos táteis e rampas são escassos. A indústria não fica atrás, carros não são pensados para serem guiados somente com as mãos, no caso das pessoas sem mobilidade nas pernas. A indústria têxtil não produz peças de roupa mais variáveis que podem ser vestidas através de abotoamento ou velcro, para quem apresenta pouca mobilidade muscular.Essas são as deficiências mais difundidas, mas a bem da verdade o campo das deficiências é bastante amplo. É preciso haver diálogo entre população e governo.
Os deficientes são uma minoria marginalizada, não ocupam muitos cargos no mercado de trabalho, a ignorância os afasta da sociedade, empresas não os enxergam como consumidores. Tal realidade precisa mudar de imediato. Uma ponte de comunicação precisa ser construída, é preciso que eles tenham voz. A comoção global, pode fazer com que mais cidades tornem-se mais adaptadas para receber o maior número de deficientes possível. Cidades como Tóquio, que são inteiramente adaptadas aos deficientes, devem ser tidas como modelo para as demais. A postura das grandes empresas deve seguir o fluxo das adaptação e incluir os deficientes como público alvo de seus produtos. A disciplina da Ergonomia deve ser amplamente difundida e mais cargos devem ser criados para esse fim dentro das empresas.
Seres humanos não são responsáveis pelo acaso, pelo contrário são vítimas dele. Entretanto, como seres dotados de sapiência podem contornar e se adaptar aos seus vis efeitos. Para isso, basta que o sentimento de empatia e responsabilidade entre em sintonia com os direitos e deveres civis. Assim, não se perpetua séculos de exclusão aos deficientes. Assim eles são inclusos como variáveis importantes na equação do progresso.

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